31 de Maio de 2009 (2 meses e algumas horinhas!)
Pois é! Ontem à noite houve o famoso Chá de Tires! Famoso entre Jovens Sem Fronteiras e famoso entre as gentes daquela paróquia. A verdade é que se nota o quanto a paróquia e todos em redor do grupo de Tires os ajudam a organizar e a preparar o chá. É realmente o Espírito de Solidariedade em funcionamento! Presentes estiveram alguns grupos de Jovens Sem Fronteiras e muitos "civis". Presentes estiveram também alguns dos pontistas deste ano: para além de mim, a Luísa; a Vera; a Patty ( que é de Tires ); o Vítor e a Iolanda. Os restantes estiveram presentes no nosso coração e connosco em Espírito. Foi uma noite alegre, divertida, com muito cházinho e bolinhos! Enfim o tradicional e grandioso Chá Missionário de Tires (este ano foi o VIII! Apesar de a meio da festa o último "I" ter caído do cenário! vejam as duas fotos...) Alguns dos pontistas pareciam acreditar que podiam escapar ao habitual pular e gritar cantando do hino no palco, mas eu sabia que chá que é chá missionário só pode terminar de uma maneira e mais nenhuma: com todos os JSF presentes a tentarem fazer com que o palco por baixo de nós caia com os nossos pulos e as paredes com as nossas vozes... ;))

Jovens Sem Fronteiras - Voluntariado Missionário Jovem
Desde os meus 15 anos que faço parte de um grupo de pessoas, jovens, ligados à Igreja Católica. É um daqueles grupos de jovens que gostam de cantar e que parecem ser por vezes demasiado alegres. Conheci este grupo quando ainda muito pequena andava nas aulas de Catequese na minha paróquia. Os jovens deste grupo, com o nome de “Jovens Sem Fronteiras” faziam – e a bem dizer ainda fazemos - sessões de esclarecimento em que mostravam, através de fotografias e apresentações, as suas actividades, os seus objectivos e ideais.
Alguns dos meus catequistas fizeram parte deste grupo na nossa paróquia, que é na verdade actualmente um grupo de dimensão internacional.
História do movimento JSF: (é curtinha, prometo...!)
A 13 de Maio de 1937, nasce em Fátima a Liga Intensificadora da Acção Missionária, um grupo de leigos de cariz missionário conhecido por LIAM, fundada pelos Missionários do Espírito Santo. Os retiros de jovens, “Cursos da Juventude Missionária” e “Cursos de formação” para jovens que a LIAM foi promovendo, geraram grupos de jovens que animavam as reuniões e actividades da Liga e que em 1983, a 31 de Janeiro, aderiram à ideia de formar um grupo de animação missionária que chamar-se-ia Jovens Sem Fronteiras (JSF). Impulsionador desta ideia era o Padre Firmino Cachada que na altura acabava de se envolver na animação missionária da juventude.
Rapidamente surgiram grupos por toda a região de Lisboa e muitos grupos de animação jovem que existiam aderiram ao nome de Jovens Sem Fronteiras através do convívio que os jovens têm nos retiros.
Também grupos de jovens nas Regiões de Braga e do Porto foram contagiados com esta “febre missionária” e assim foi-se formando um movimento missionário de jovens nacional.
Fora do país foram-se formando grupos de JSF: em França o Padre José Manuel Sabença lançou o movimento em Clamart na periferia de Paris; em Cabo Verde, S.Tomé e Príncipe e Angola, os grupos surgiram à medida que os JSF portugueses para essas terras partiam em “Pontes”, projectos de trabalho e animação missionários.
Actividades:
Os retiros são uma parte importante do movimento. Não só é através deles que se faz a formação dos jovens, dando-lhes a conhecer a história do movimento e uma melhor compreensão do seu cariz missionário, como também são um meio importante de convívio e partilha, onde os grupos comunicam entre si e os seus elementos “se misturam”.
Há retiros de movimento – normalmente de dimensão regional – e retiros de grupo, que permitem uma maior união dentro do grupo em si.
Há o Encontro Nacional, que como o nome já denuncia, envolve todos os Jovens Sem Fronteiras de Portugal e que é organizado – com um trabalho árduo e louvável das estruturas que coordenam os grupos – uma vez por ano, em regra no primeiro fim-de-semana de Outubro.
A nível paroquial os grupos organizam as suas actividades com grande liberdade, tendo no seu calendário de actividades eventos para além dos retiros, como recolhas de materiais (escolares e médico-farmacêuticos), sessões de esclarecimento e sensibilização que apresentamos na Catequese da Paróquia e também em escolas da zona, orações de dimensão regional (Oração do Colombo - mensal) e paroquial, e convívios vários, como as festas, chás, feiras, churrascos, etc...
É essencial alguma ginástica para evitar que o evento de um grupo, como uma festa, não coincida com as actividades de outros grupos da região cuja participação nos eventos e actividades uns dos outros é sempre alegre e largamente incentivada, mas ao longo do ano é raro o fim-de-semana que não fica preenchido.”
Em Portugal e durante o Verão, organizam-se as Semanas Missionárias. Cada grupo que participa parte para uma terra diferente, mas por vezes até vizinhas, onde fazem a animação das Eucaristias e participam na vida da comunidade, tendo ainda trabalho vocacionado especialmente para as crianças e idosos da paróquia. Estes grupos que partem são formados por jovens dos vários grupos a nível paroquial, ou seja, não é o grupo de Agualva que vai em peso, todo ele, para um outro local, mas sim um jovem deste grupo, com jovens de outros grupos de todos os cantos do país. A partilha gerada no seio desta missão dentro das nossas fronteiras, fortalece a relação entre os elementos de grupos diferentes.
Também no Verão, mais concretamente durante o mês de Agosto, um grupo de jovens, igualmente formado por jovens dos vários grupos paroquiais, parte em missão, no que chamamos “Pontes”. Estas têm lugar em países de língua oficial portuguesa, onde o grupo for necessário. São projectos de missão no exterior, vocacionados para o ensino das populações nas mais variadas àreas (Português; Matemática; Informática; Direitos Humanos, etc...) e também para os cuidados de saúde que estas possam precisar. Normalmente são elementos com mais anos de "caminhada" e que já amadureceram a ideia e abraçaram a vocação de partir. Mais uma vez, o convívio com a população local e a participação no seu quotidiano é uma das vertentes mais importantes. Partimos para estar com as pessoas. No essencial, resume-se às frases dos fundadores dos Missionários Espiritanos: "ser-se leve como uma pena", para "estar perto dos que estão longe, sem estar longe dos que estão perto".
Por vezes encontro pessoas que se espantam com o que os JSF fazem. A mim parece-me algo de tão natural que não me admiro com histórias de outras pessoas que decidem partir e dar-se a estranhos, para que nestes surja um sorriso.
À medida que os anos passam vejo como este espírito de solidariedade é necessário ao crescimento e ao desenvolvimento da personalidade das crianças e adultos. Na vida há mais que apenas usar as coisas; há mais que apenas acordar e trabalhar num escritório. Os humanos têm uma necessidade inerente de ajudar. Porque nos identificamos com os outros; porque vemos no sofrimento dos outros o nosso próprio pesar; porque inconscientemente sabemos no íntimo do nosso ser, que somos iguais, massa da mesma matéria, irmãos nesta vida que choram com as mesmas misérias, que riem com as mesmas alegrias.
Cumprimentos sol&dários...
"Faz-te ao largo"
artigo publicado em Domingo, 2 de Setembro de 2007 num outro blog;)
Alguns dos meus catequistas fizeram parte deste grupo na nossa paróquia, que é na verdade actualmente um grupo de dimensão internacional.
História do movimento JSF: (é curtinha, prometo...!)
A 13 de Maio de 1937, nasce em Fátima a Liga Intensificadora da Acção Missionária, um grupo de leigos de cariz missionário conhecido por LIAM, fundada pelos Missionários do Espírito Santo. Os retiros de jovens, “Cursos da Juventude Missionária” e “Cursos de formação” para jovens que a LIAM foi promovendo, geraram grupos de jovens que animavam as reuniões e actividades da Liga e que em 1983, a 31 de Janeiro, aderiram à ideia de formar um grupo de animação missionária que chamar-se-ia Jovens Sem Fronteiras (JSF). Impulsionador desta ideia era o Padre Firmino Cachada que na altura acabava de se envolver na animação missionária da juventude.
Rapidamente surgiram grupos por toda a região de Lisboa e muitos grupos de animação jovem que existiam aderiram ao nome de Jovens Sem Fronteiras através do convívio que os jovens têm nos retiros.
Também grupos de jovens nas Regiões de Braga e do Porto foram contagiados com esta “febre missionária” e assim foi-se formando um movimento missionário de jovens nacional.
Fora do país foram-se formando grupos de JSF: em França o Padre José Manuel Sabença lançou o movimento em Clamart na periferia de Paris; em Cabo Verde, S.Tomé e Príncipe e Angola, os grupos surgiram à medida que os JSF portugueses para essas terras partiam em “Pontes”, projectos de trabalho e animação missionários.
Actividades:
Os retiros são uma parte importante do movimento. Não só é através deles que se faz a formação dos jovens, dando-lhes a conhecer a história do movimento e uma melhor compreensão do seu cariz missionário, como também são um meio importante de convívio e partilha, onde os grupos comunicam entre si e os seus elementos “se misturam”.
Há retiros de movimento – normalmente de dimensão regional – e retiros de grupo, que permitem uma maior união dentro do grupo em si.
Há o Encontro Nacional, que como o nome já denuncia, envolve todos os Jovens Sem Fronteiras de Portugal e que é organizado – com um trabalho árduo e louvável das estruturas que coordenam os grupos – uma vez por ano, em regra no primeiro fim-de-semana de Outubro.
A nível paroquial os grupos organizam as suas actividades com grande liberdade, tendo no seu calendário de actividades eventos para além dos retiros, como recolhas de materiais (escolares e médico-farmacêuticos), sessões de esclarecimento e sensibilização que apresentamos na Catequese da Paróquia e também em escolas da zona, orações de dimensão regional (Oração do Colombo - mensal) e paroquial, e convívios vários, como as festas, chás, feiras, churrascos, etc...
É essencial alguma ginástica para evitar que o evento de um grupo, como uma festa, não coincida com as actividades de outros grupos da região cuja participação nos eventos e actividades uns dos outros é sempre alegre e largamente incentivada, mas ao longo do ano é raro o fim-de-semana que não fica preenchido.”
Em Portugal e durante o Verão, organizam-se as Semanas Missionárias. Cada grupo que participa parte para uma terra diferente, mas por vezes até vizinhas, onde fazem a animação das Eucaristias e participam na vida da comunidade, tendo ainda trabalho vocacionado especialmente para as crianças e idosos da paróquia. Estes grupos que partem são formados por jovens dos vários grupos a nível paroquial, ou seja, não é o grupo de Agualva que vai em peso, todo ele, para um outro local, mas sim um jovem deste grupo, com jovens de outros grupos de todos os cantos do país. A partilha gerada no seio desta missão dentro das nossas fronteiras, fortalece a relação entre os elementos de grupos diferentes.
Também no Verão, mais concretamente durante o mês de Agosto, um grupo de jovens, igualmente formado por jovens dos vários grupos paroquiais, parte em missão, no que chamamos “Pontes”. Estas têm lugar em países de língua oficial portuguesa, onde o grupo for necessário. São projectos de missão no exterior, vocacionados para o ensino das populações nas mais variadas àreas (Português; Matemática; Informática; Direitos Humanos, etc...) e também para os cuidados de saúde que estas possam precisar. Normalmente são elementos com mais anos de "caminhada" e que já amadureceram a ideia e abraçaram a vocação de partir. Mais uma vez, o convívio com a população local e a participação no seu quotidiano é uma das vertentes mais importantes. Partimos para estar com as pessoas. No essencial, resume-se às frases dos fundadores dos Missionários Espiritanos: "ser-se leve como uma pena", para "estar perto dos que estão longe, sem estar longe dos que estão perto".
Por vezes encontro pessoas que se espantam com o que os JSF fazem. A mim parece-me algo de tão natural que não me admiro com histórias de outras pessoas que decidem partir e dar-se a estranhos, para que nestes surja um sorriso.
À medida que os anos passam vejo como este espírito de solidariedade é necessário ao crescimento e ao desenvolvimento da personalidade das crianças e adultos. Na vida há mais que apenas usar as coisas; há mais que apenas acordar e trabalhar num escritório. Os humanos têm uma necessidade inerente de ajudar. Porque nos identificamos com os outros; porque vemos no sofrimento dos outros o nosso próprio pesar; porque inconscientemente sabemos no íntimo do nosso ser, que somos iguais, massa da mesma matéria, irmãos nesta vida que choram com as mesmas misérias, que riem com as mesmas alegrias.
Cumprimentos sol&dários...
"Faz-te ao largo"
artigo publicado em Domingo, 2 de Setembro de 2007 num outro blog;)
27 de Maio de 2009 (2 meses e 4 dias)

Inscreve-te Já
No próximo dia 7 de Junho, Domingo, junta os teus amigos e vem participar no Fotopaper em plena Serra de Sintra. A diversão começa às 14h30 no Parque da Liberdade, na Volta do Duche. É só trazeres uma máquina digital (com o respectivo cabo de ligação ao PC) e capturar as misteriosas paisagens da Serra. Os grupos deverão ter entre 3 e 6 elementos, sendo a inscrição de 3 missões por pessoa. O percurso será feito a pé, pelo que é aconselhável levar calçado confortável.
Esta actividade reverte a favor do Projecto de Cooperação e Desenvolvimento ‘Ponte 2009 - Semear nas águas, Colher (n)a Esperança’ em Milho Branco na Ilha de Santiago, Cabo Verde.
Por isso, se gostas de fotografia e de passar uma tarde de aventura e diversão, já sabes marca na tua agenda, 7 Junho no Parque da Liberdade em Sintra! E depois é só começar a clicar!
As inscrições já estão abertas no site http://jsfagualva.blogspot.com/. Mais informações disponíveis no site ou através do e-mail: jsfagualva.photopaper@gmail.com
Em Sintra vos esperamos!
JSF Agualva
No próximo dia 7 de Junho, Domingo, junta os teus amigos e vem participar no Fotopaper em plena Serra de Sintra. A diversão começa às 14h30 no Parque da Liberdade, na Volta do Duche. É só trazeres uma máquina digital (com o respectivo cabo de ligação ao PC) e capturar as misteriosas paisagens da Serra. Os grupos deverão ter entre 3 e 6 elementos, sendo a inscrição de 3 missões por pessoa. O percurso será feito a pé, pelo que é aconselhável levar calçado confortável.
Esta actividade reverte a favor do Projecto de Cooperação e Desenvolvimento ‘Ponte 2009 - Semear nas águas, Colher (n)a Esperança’ em Milho Branco na Ilha de Santiago, Cabo Verde.
Por isso, se gostas de fotografia e de passar uma tarde de aventura e diversão, já sabes marca na tua agenda, 7 Junho no Parque da Liberdade em Sintra! E depois é só começar a clicar!
As inscrições já estão abertas no site http://jsfagualva.blogspot.com/. Mais informações disponíveis no site ou através do e-mail: jsfagualva.photopaper@gmail.com
Em Sintra vos esperamos!
JSF Agualva
26 de Maio de 2009 (2 meses e 5 dias)
Aqui está um artigo que uma das pontistas, a Salomé, escreveu. Ainda bem que há alguém que é mais directa e breve que eu quando escreve ;) tem também mais informação sobre a Ponte 2009.
‘PONTE 2009’ EM CABO VERDE
Semear nas águas, colher (n)a Esperança
SALOMÉ PEIXOTO
*Cabo Verde é o destino escolhido para a Ponte 2009, desta vez sob o tema “Semear nas águas, colher (n)a Esperança.” Os 13 pontistas, juntamente com o Pe. João David, encontram-se em preparação para estarem à altura dos desafios que os esperam, durante o mês de Agosto, na ilha de Santiago.As águas do Oceano Atlântico envolvem as ilhas de Cabo Verde, será também no tempo da estação das chuvas e das sementeiras que se realizará a Ponte. Um período marcado não só pela incerteza e pelas dificuldades, mas também por uma grande esperança cada ano renovada e alimentada pelos frutos da colheita. Assim, surge o mote “Semear nas águas, colher (n)a Esperança” que acompanha este projecto.
A Ponte resulta da cooperação entre os Jovens Sem Fronteiras, a Sol Sem Fronteiras e o Pe. Fernando Ferros, missionário espiritano em Cabo Verde, na paróquia de Nª Sª da Luz – Milho Branco, que acolherá os jovens missionários.
A formação e orientação com vista à actividade profissional, a educação para a saúde, as actividades de tempos livres para crianças e adolescentes, a recuperação escolar, a dinamização do associativismo juvenil e a integração social de grupos desfavorecidos são algumas das áreas nas quais os jovens esperam cooperar.´
Deste modo, têm como objectivos o intercâmbio com vista ao desenvolvimento do espírito de entreajuda; a formação de crianças, jovens e adultos nas áreas da educação, saúde e cidadania; bem como, a promoção da solidariedade e cooperação entre países lusófonos. *
SALOMÉ PEIXOTO
JSF Carvalhal
‘PONTE 2009’ EM CABO VERDE
Semear nas águas, colher (n)a Esperança
SALOMÉ PEIXOTO
*Cabo Verde é o destino escolhido para a Ponte 2009, desta vez sob o tema “Semear nas águas, colher (n)a Esperança.” Os 13 pontistas, juntamente com o Pe. João David, encontram-se em preparação para estarem à altura dos desafios que os esperam, durante o mês de Agosto, na ilha de Santiago.As águas do Oceano Atlântico envolvem as ilhas de Cabo Verde, será também no tempo da estação das chuvas e das sementeiras que se realizará a Ponte. Um período marcado não só pela incerteza e pelas dificuldades, mas também por uma grande esperança cada ano renovada e alimentada pelos frutos da colheita. Assim, surge o mote “Semear nas águas, colher (n)a Esperança” que acompanha este projecto.
A Ponte resulta da cooperação entre os Jovens Sem Fronteiras, a Sol Sem Fronteiras e o Pe. Fernando Ferros, missionário espiritano em Cabo Verde, na paróquia de Nª Sª da Luz – Milho Branco, que acolherá os jovens missionários.
A formação e orientação com vista à actividade profissional, a educação para a saúde, as actividades de tempos livres para crianças e adolescentes, a recuperação escolar, a dinamização do associativismo juvenil e a integração social de grupos desfavorecidos são algumas das áreas nas quais os jovens esperam cooperar.´
Deste modo, têm como objectivos o intercâmbio com vista ao desenvolvimento do espírito de entreajuda; a formação de crianças, jovens e adultos nas áreas da educação, saúde e cidadania; bem como, a promoção da solidariedade e cooperação entre países lusófonos. *
SALOMÉ PEIXOTO
JSF Carvalhal
26 de Maio de 2009 (2 meses e 5 dias)

Já agora lembrei-me de explicar o logotipo do projecto Ponte deste ano ;) Como podem ver é uma espiga de milho - aproveitámos o facto da ilha de Santiago já ter essa forma! (Vejam a imagem no fundo do blog). O pequeno ponto de luz que se vê dentro da ilha sinaliza a Paróquia de Nossa Senhora da Luz em Milho Branco. É onde planeamos estar a maior parte do tempo.
A frase: "Semear nas águas" - referência à estação do ano durante a qual lá vamos estar, a estação das águas, quando se semeia a terra. "colher (n)a Esperança" - se há algo que Cabo Verde tem em abundância é Esperança, a estação das águas dá-lhes esperança e também nós esperamos ser motivo de esperança em Milho Branco.
A frase: "Semear nas águas" - referência à estação do ano durante a qual lá vamos estar, a estação das águas, quando se semeia a terra. "colher (n)a Esperança" - se há algo que Cabo Verde tem em abundância é Esperança, a estação das águas dá-lhes esperança e também nós esperamos ser motivo de esperança em Milho Branco.
26 de Maio de 2009 (2 meses e 5 dias)
Lembrei-me que ainda não tinha explicado muito bem o que é uma "Ponte". Pois aqui vai:
“Pontes” são actividades de voluntariado missionário jovem no contexto da lusofonia, com especial incidência nos países africanos de língua oficial portuguesa.
A ponte 2009 é a experiência missionária de um grupo de jovens voluntários pertencentes aos Jovens Sem Fronteiras, ligados à Congregação do Espírito Santo que, inseridos na ONG “Sol Sem Fronteiras”, farão a sua inserção missionária na paróquia de Milho Branco, em Cabo Verde, durante o mês de Agosto.
Objectivos
•Promover o intercâmbio com crianças, jovens e adultos da área da Paróquia de Nossa Senhora da Luz, desenvolvendo o espírito de interajuda e solidariedade;
•Desenvolver actividades que possibilitem a formação de crianças, jovens e adultos nas áreas da educação, saúde e cidadania;
•Promover a solidariedade e a cooperação entre países lusófonos, proporcionando aos jovens de Portugal um contacto directo com a cultura lusófona no contexto caboverdiano.
Áreas de cooperação
• Formação e orientação com vista à actividade profissional
•Educação para a Saúde, sobretudo no que diz respeito às Noções e cuidados Básicos de Saúde, à Saúde Materno-Infantil, à Sida e à Cólera.
•Actividades de tempos livres com crianças e adolescentes
•Recuperação escolar
•Dinamização do associativismo juvenil
•Integração social de grupos desfavorecidos.
“Pontes” são actividades de voluntariado missionário jovem no contexto da lusofonia, com especial incidência nos países africanos de língua oficial portuguesa.
A ponte 2009 é a experiência missionária de um grupo de jovens voluntários pertencentes aos Jovens Sem Fronteiras, ligados à Congregação do Espírito Santo que, inseridos na ONG “Sol Sem Fronteiras”, farão a sua inserção missionária na paróquia de Milho Branco, em Cabo Verde, durante o mês de Agosto.
Objectivos
•Promover o intercâmbio com crianças, jovens e adultos da área da Paróquia de Nossa Senhora da Luz, desenvolvendo o espírito de interajuda e solidariedade;
•Desenvolver actividades que possibilitem a formação de crianças, jovens e adultos nas áreas da educação, saúde e cidadania;
•Promover a solidariedade e a cooperação entre países lusófonos, proporcionando aos jovens de Portugal um contacto directo com a cultura lusófona no contexto caboverdiano.
Áreas de cooperação
• Formação e orientação com vista à actividade profissional
•Educação para a Saúde, sobretudo no que diz respeito às Noções e cuidados Básicos de Saúde, à Saúde Materno-Infantil, à Sida e à Cólera.
•Actividades de tempos livres com crianças e adolescentes
•Recuperação escolar
•Dinamização do associativismo juvenil
•Integração social de grupos desfavorecidos.
5 de Maio de 2009 (2 meses e 27 dias)
Dois meses! Pronto, são três meses que faltam na prática, mas mesmo assim parece tão pouco tempo!
Os dias voam depressa e de repente já estaremos juntos no aeroporto, no portal de embarque...mas antes disso ainda faltam dois encontros e muito, muito trabalho para preparar tudo!
Desde o Natal de 2008 que trabalho com crianças. E tenho-me perguntado o quão diferentes as crianças cabo-verdianas serão destas portuguesas que tudo - ou quase todas tudo - têm e tão pouco se preocupam com os outros. E vou-me dando conta que, se é necessário partir e estar e ajudar as crianças que do outro lado do oceano nos esperam, é ainda mais necessário ensinar e educar as nossas crianças, nos nossos países, para que elas também, quando crescerem, partam para ajudar outros.
Fui compreendendo, com uma profundidade que até este momento não tinha sentido, a importância de explicar o que é a missão nos nossos países, nos nossos lares e comunidades. Porque se apenas partirmos sem deixar sementes nas nossas comunidades, quem irá continuar esta caminhada? E por isto compreendo bem que a Ponte não é um trabalho individual e que nem sequer começa nem acaba no grupo que parte em Missão.
Começa dentro de todas as crianças que vão compreendendo, à medida que crescem, que no mundo há vidas que são menos cor-de-rosa que as suas; que todos têm dentro de si a potêncialidade de ajudar - nem que seja só um pouco - a melhorar essas vidas; e que todos podem ser uma pequena parte de um grande sol que iluminará quem quer que dele necessite.
E certamente que o trabalho continua, que a Ponte deve continuar muito depois de se regressar; quando começamos a tentar despertar nos outros a consciência para estas realidades de missão. Julgo ser um trabalho para toda a vida; afinal, enquanto há memória, há vida e enquanto há vida, há esperança.
Os dias voam depressa e de repente já estaremos juntos no aeroporto, no portal de embarque...mas antes disso ainda faltam dois encontros e muito, muito trabalho para preparar tudo!
Desde o Natal de 2008 que trabalho com crianças. E tenho-me perguntado o quão diferentes as crianças cabo-verdianas serão destas portuguesas que tudo - ou quase todas tudo - têm e tão pouco se preocupam com os outros. E vou-me dando conta que, se é necessário partir e estar e ajudar as crianças que do outro lado do oceano nos esperam, é ainda mais necessário ensinar e educar as nossas crianças, nos nossos países, para que elas também, quando crescerem, partam para ajudar outros.
Fui compreendendo, com uma profundidade que até este momento não tinha sentido, a importância de explicar o que é a missão nos nossos países, nos nossos lares e comunidades. Porque se apenas partirmos sem deixar sementes nas nossas comunidades, quem irá continuar esta caminhada? E por isto compreendo bem que a Ponte não é um trabalho individual e que nem sequer começa nem acaba no grupo que parte em Missão.
Começa dentro de todas as crianças que vão compreendendo, à medida que crescem, que no mundo há vidas que são menos cor-de-rosa que as suas; que todos têm dentro de si a potêncialidade de ajudar - nem que seja só um pouco - a melhorar essas vidas; e que todos podem ser uma pequena parte de um grande sol que iluminará quem quer que dele necessite.
E certamente que o trabalho continua, que a Ponte deve continuar muito depois de se regressar; quando começamos a tentar despertar nos outros a consciência para estas realidades de missão. Julgo ser um trabalho para toda a vida; afinal, enquanto há memória, há vida e enquanto há vida, há esperança.
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