Dois meses! Pronto, são três meses que faltam na prática, mas mesmo assim parece tão pouco tempo!
Os dias voam depressa e de repente já estaremos juntos no aeroporto, no portal de embarque...mas antes disso ainda faltam dois encontros e muito, muito trabalho para preparar tudo!
Desde o Natal de 2008 que trabalho com crianças. E tenho-me perguntado o quão diferentes as crianças cabo-verdianas serão destas portuguesas que tudo - ou quase todas tudo - têm e tão pouco se preocupam com os outros. E vou-me dando conta que, se é necessário partir e estar e ajudar as crianças que do outro lado do oceano nos esperam, é ainda mais necessário ensinar e educar as nossas crianças, nos nossos países, para que elas também, quando crescerem, partam para ajudar outros.
Fui compreendendo, com uma profundidade que até este momento não tinha sentido, a importância de explicar o que é a missão nos nossos países, nos nossos lares e comunidades. Porque se apenas partirmos sem deixar sementes nas nossas comunidades, quem irá continuar esta caminhada? E por isto compreendo bem que a Ponte não é um trabalho individual e que nem sequer começa nem acaba no grupo que parte em Missão.
Começa dentro de todas as crianças que vão compreendendo, à medida que crescem, que no mundo há vidas que são menos cor-de-rosa que as suas; que todos têm dentro de si a potêncialidade de ajudar - nem que seja só um pouco - a melhorar essas vidas; e que todos podem ser uma pequena parte de um grande sol que iluminará quem quer que dele necessite.
E certamente que o trabalho continua, que a Ponte deve continuar muito depois de se regressar; quando começamos a tentar despertar nos outros a consciência para estas realidades de missão. Julgo ser um trabalho para toda a vida; afinal, enquanto há memória, há vida e enquanto há vida, há esperança.
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muito bos sorte para o projecto..
ResponderEliminargostaria de participar também..
luis(lc_isf@hotmail.com)